Crescer
Hoje a tua aula de futsal foi aberta aos pais e eu fui te assistir. Não usei celular pois você havia reclamado antes. Você esqueceu os brinquedos que queria mostrar aos amigos e eu levei, conforme você havia me pedido. Você lutou bravamente, mas não conseguiu marcar gol.
De volta para casa, você pediu para ir ao play jogar mais bola. Você tem saído calado do futsal, acho que tentando assimilar tudo que aconteceu enquanto o sangue está quente. Descemos ao play e havia outros meninos jogando, um de sete anos, outro de quatro e logo chegou mais um cuja idade não sei, deveria ter no máximo oito anos. Você levou bolada durante a jogada e soube absorver. Assimilou o jogo mais duro e marcou vários gols. O menino de sete anos não sabia perder e tornava-se agressivo e por vezes desonesto. Pela primeira vez te deixei no play sozinho para buscar água em nossa casa. Ao voltar, encontrei você na porta do elevador quase chorando e com o dedo um pouco machucado. Insisti para me contar o que havia ocorrido, mas você dizia não saber e negava ter sido machucado. Chamei para irmos embora e você não quis se aproximar da quadra para buscar a chuteira. Nitidamente queria evitar contato com os meninos.
Conversamos e eu aproveitei para reforçar que você conseguiria tudo que você tiver interesse, vontade de querer, e citei exemplos como a extração de teu último dente, em que você em determinado pediu para tua mãe tirar o dente.
Estar só hoje no play foi algo novo e que provocou medo em ti. Eu sofro em saber que você sofre, mas foi algo importante para o teu crescimento.
Eu te amo!
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