O que foi 2022 para Lucas?
Iniciamos o ano com o gosto amargo da perda de tua avó, Dere. Claro, doía mais em mim, mas você não perdeu a memória dela, durante todo ano validei em fotos e palabras se lembrava dela, ao que você sempre confirmou positivamente.
Ainda usávamos máscara facial, por conta da pandemia do COVID-19, boa parte do primeiro trimestre do ano. Em janeiro, eu e tua mãe testamos positivo para a COVID. Pela dificuldade em testar — era necessário inserir um bastão em ambas narinas — decidimos não te testar, mas suspeitávamos que você também havia adquirido. Não havia vacina disponível para crianças até metade do ano, pelo menos. Assim que foi disponibilizada, vacinamos você (duas doses) e você aprendeu a controlar o medo de vacina. Um orgulho para a gente.
Tua mãe recomeçou a trabalhar em um processo muito doloroso para ela, que era o de se afastar de você. Eu assumi novas responsabilidades como te levar e buscar da escola, além de servir de referência familiar ao longo do dia. Contratamos o apoio da dona Vera, que suponho você guardará memória difusa ao longo da vida. Ela trouxe a visão mais simples de brincar e aprender sobre plantas. De brincar com objetos simples, de usar a imaginação para transformar qualquer objeto em brinquedo. Você visitou a garagem coberta do condomínio, a qual chamava de “túnel”. Lá aprendeu a freiar a bicicleta, a abusar da velocidade nela e a brincar com frutos de árvores local. Eu fiquei particularmente feliz deos espaço que tínhamos no condomínio para você explorar com dona Vera. Em minhas férias de meio de ano, juntei-me a vocês em um dos dias e seu olhar de surpresa e felicidade em me ver, foi inesquecível para nós dois. Eses depois, você me sugeriu repetir a dose, ir juntar-me a vocês, aí percebi que a experiência realmente criou um impacto em ti. A bicicleta foi presente de Natal de 2021, deixamos a bicicleta junto à árvore de Natal e você ficou deslumbrado com o fato de Papai Noel ter levado. Foram várias perguntas a respeito de como ele entrou e decidiu por uma bicicleta.
O medo nos rondou por muito tempo. Medo da pandemia, medo do teu convivio na escola, além de outros. Em fevereiro, você foi para a escola. Surpreendeu-nos no primeiro dia, chorou nós três dias seguinte, mas entrou. No quinto dia chorou, mas animou-se em saber que haver um violão do tio Victor, entrou correndo. Desde então, apaixonou-se pela escola. Tia Aline foi sua primeira professora, junto com a asistente Wilza. As tías Milena e Juliana cuidavam das aulas de inglês. Você aprendeu rápido as letras e terminou o ano escrevendo. O teu progresos na escola é surpreendente. Você fala coerentemente, argumenta com clareza, emprega o plural e verbo de forma precisa; e tem um vocabulário impressionante. Babylandia foi tua primeira escola.
Os vínculos de amizades com Joaquim, Pedro e Valentim levaram a dúvidas sobre a qual clube escolher, mas aparentemente segue firme com o Vasco. A Copa do Mundo no Catar te encantos. Nós tres usamos camisa da Seleção brasileira durante os jogos, mas você continua querendo usar a tua todos os dias de tanto que gostou. As amizades com Helena e Ana Júlia, ambas da escola, foi surpreendente. As amizades com Marcelinho e Heitor foram belas. Você e Heitor gostavam de brincar de forma lúdica na brinquedoteca. Marcelinho era mais novo e para ele demos o teu patinete, que já estava pequeno e você usou bastante, antes de nos mudarmos.
Você ainda não voltou a se alimentar, procuramos assistência de Nutricionistas especializadas no assunto. Depois mudamos para uma psicóloga, também especialista em crianças, chamada Aline. Para diferencia-la da professora da escola, você a chama de tia Aline-dos-carrinhos devido aos brinquedos que ela tem no consultório e frequentemente te empresta.
Festas? Você foi a várias nessa retomada do lockdown da pandemia. A primeriza da escola foi a do João, nela você tomou banho de mangueira. Foi na de Lucas Durães e participou de cada uma das que foram feitas na escola. Foi na da Manuela, que morava em outro bloco de nosso condomínio. A tua festa com o tema de Hot Wheels foi linda com toda família, vizinhos e muitos amigos da escola. Foi tua segunda festa em uma casa de festa e você se divertiu muito mais que eu esperava. Dessa vez, foi na Vila Pindorama, no bairro de Vital Brazil.
Em 15 de dezembro, mudamos para Santa Rosa. Um apartamento maior em um condomínio menor, só um bloco. Foi no apartamento do Fonseca que você passou toda tua curta vida. Eu e tua mãe passamos vários momentos diferentes lá. Foi lá que te recebemos, vimos aprender a andar e eu passei o meu período mais obscuro, o tratamento do câncer. Foi lá que você criou referências com espaço e algumas pessoas, como o Sr. João. Ele me fez lembrar o Sr. Carlito de minha infância. Sr. João adorava todas as crianças do condomínio, você não era exceção. Ele te chamava de “meu amigão” e assim você também se referia a ele. De toda forma, a mudança não te fez mal. Eu e você jogamos bola e você ainda não tem amigo. Dona Verá tem se esforçado para te entreter, mas nós dias que escrevo este post, estou de férias do trabalho e estamos nos divertindo muito.
Que 2023 seja um ano de bençãos para ti, meu amor! :-)
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