Iniciamos o ano com o gosto amargo da perda de tua avó, Dere. Claro, doía mais em mim, mas você não perdeu a memória dela, durante todo ano validei em fotos e palabras se lembrava dela, ao que você sempre confirmou positivamente. Ainda usávamos máscara facial, por conta da pandemia do COVID-19, boa parte do primeiro trimestre do ano. Em janeiro, eu e tua mãe testamos positivo para a COVID. Pela dificuldade em testar — era necessário inserir um bastão em ambas narinas — decidimos não te testar, mas suspeitávamos que você também havia adquirido. Não havia vacina disponível para crianças até metade do ano, pelo menos. Assim que foi disponibilizada, vacinamos você (duas doses) e você aprendeu a controlar o medo de vacina. Um orgulho para a gente. Tua mãe recomeçou a trabalhar em um processo muito doloroso para ela, que era o de se afastar de você. Eu assumi novas responsabilidades como te levar e buscar da escola, além de servir de referência familiar ao longo do dia. Contratamo...