Formando meu motorista
Ontem te levamos a um shopping a céu aberto na Barra da Tijuca para você dirigir um carrinho elétrico, também, controlado por mim no controle remoto. Fomos a seu pedido e foi a segunda vez que você dirigiu nesse local. A primeira vez foi há alguns meses e nos surpreendeu sua destreza em dirigir. Como o local é a céu aberto com vias/corredores amplos, você controlou a direção e eu apenas acelerava e corrigia a direção eventualmente. Você também dirigiu tais tipos de carros em shopping fechados, mas eu controlava a direção devido ao perigo pelo espaço e movimento de pessoas no local.
Aos dois anos, no primeiro ano da pandemia, levamos tua mãe ao dentista, em Vila Isabel, e aguardávamos por ela dentro do carro no estacionamento do supermercado em frente. Lá foram as primeiras vezes que te deixei sentar no banco motorista e manusear o volante, sem estar em colo. Tirei fotos, eu estava no banco trás, e as compartilhei com tua avó Dere. Ela se encantou de tal maneira com as fotos que pediu para fazer um delas, em que você olhava para trás sorrindo enquanto segurança o volante, o background, do celular dela. Era nítida a tua alegria que se encantava em olhar o celular (smartphone) só para te ver. Foi o único smartphone dela e só quem a conhecia sabia da sua aversão a tais tipos de aparelhos. E tua avó me relembrava da satisfação que eu tive ao ganhar dois volantes, de verdade, que meu pai do trabalho para eu brinca. Não era preciso me relembrar, pois me recordo bem da minha felicidade. Eu brinquei muito, principalmente com o volante branco, que era de uma Mercedinha, como apelidava meu pai um pequeno caminhão da Mercedes. Em minha imaginação, era um volante de ônibus, devido à aparência. Duas realidades econômicas diferentes em que todos festejávamos a alegria de você brinca em um carro real, não imaginário.
Ontem depois de dificuldade com o primeiro carrinho, trocamos por um mais veloz em que eu acelerava no controle remoto o mais rápido possível e você dirigia com uma habilidade surpreendente. Senão na próxima, certamente a seguinte, vamos escolher um carrinho em que você controlará a aceleração, ou seja, dirigirá de forma autônoma o carrinho completamente.
Você já está acostumado a segurar o volante em meu colo quando entro no condomínio que moramos. Essa semana, na volta da tua escolinha, você controlou o volante sozinho de nosso carro pela primeira vez. Tua mãe parecia assustada, eu preocupado com o perigo e nós dois surpresos com tua destreza. A entrada da Alameda é relativamente estreita, mas você se saiu excepcionalmente bem.
Em menos de dois meses você completará quatro anos. Eu não tinha dimensão que essa aptidão ao volante se alcançava tão cedo.
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