A triste partida de tua avó Dere
Ontem você perdeu a tua avó Dere, Ieiê como você chamava. Estava sofrendo muito e partiu. Você foi a única pessoa que eu a vi chamar pelo diminutivo, Luquinhas. Na verdade, ela se refira a você como “meu pezinho” de “ meu pezinho 43”. Ela dizia que você seria grande como eu sou, que teria pé grande (43). Falava sempre com sorriso a seu respeito. Apoiava toda malcriação tua, queria te ver feliz e sorrido. Ela que não gostava de criança malcriada. Ao trazê-la para perto, disse que quando estivesse restabelecida da enfermidade que a impedia de andar, que poderia cuidar ou olhar você sempre que precisássemos. Estava cheia de vontade dessa oportunidade, que nunca ocorreu por ter seu problema agravado.
Aproveitou cada momento que pode contigo. Não foi ao seu aniversário por vergonha de sua condição física, não conseguia subir as escadas. Não a julgue pela falta em teu aniversário, ela sofreu muito por isso, não ter ido.
Você é um menino amado. A vovó Dere chegou a te levantar no colo, ela sentada, em um movimento que eu e tua mãe julgávamos impossível. Foi na casa da tia Edir, você havia se encostado nela, como fazia conosco, e isso a fez se derreter toda e te levar ao colo.
Hoje você me perguntou onde ela estava, eu disse que ela ido morar com Papai do Céu, lá no céu, e você procurava com os olhos perguntado: onde, onde?
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