Tardes de domingo
Por qual motivo te escrevo normalmente aos domingos?
As tardes de domingos me remontam provavelmente aos meus sete anos — ou pouco além disso. Eu me rembro de deixar onde havia o samba do Gabriel ao entardecer em direção à rua Garcia
Pires como que encerrando o fim de semana. Isso me gerava um sentimento de tristeza ou lamento, não sei ao certo, caminhando para depois virar em minha rua. O sentimento era de perda, de fim, de retorno à realidade e cinza e cruel. Exagero, não sei, mas foi assim. Talvez ainda me sinta assim.
Ao fim do dia sobretudo me faz pesar. Hoje, com a ajuda deusa garrafa de Malbec Argentino, creio ser a minha primeira, o sentimento volta, embora esteja alegre com a semana que entra. Fomos hoje ao shopping Downtown pelo primeira vez contigo. Logo ao lado fizemos os exames morfológicos em que pudemos ver tua face pela primeira vez. A minha cara 😊
Passeamos próximos ao chafariz, ao que eu e tua mãe fazíamos quando namorados, mas agora contigo. Não fosse o calor, teríamos aproveitado mais.
Você se divertiu vendo as crianças e agora está no quarto sendo ninado por tua mãe. Você já a chama mais frequentemente e a mim raramente.
Assistíamos até poucos minutos juntos um filme ambientado em Veneza, um local que vistamos eu e ela em 2017. Foi um sonho para mim estar no local de tantas aula na escola. Ah, Veneza! Ah, meu filhote que tanto amo é um dia espero levar lá.
Ontem fomos pela primeira vez a casa de tua tia-avó Marluce celebrar o aniversário de teu tio-avô Francisco, a quem muito prezo. Foi uma noite agradável em que voltamos do término devido ao teu horário de dormir. Eu e tua mãe tivemos muitas restrições na vida por razões financeiras, seja no acesso à bens quanto no tratamento como pessoa. Isso marca as pessoas e eu espero que você, não apenas não passe por isso, como trate as pessoas com dignidade sem distingui-las por questões financeiras. Hoje, tua mãe falou sobre que o avô dela foi pipoqueiro. Nunca esqueça, Lucas, de tuas raízes. Do meu lado, não foi nada muito diferente.
Eu te amo, meu Luquinhas!
As tardes de domingos me remontam provavelmente aos meus sete anos — ou pouco além disso. Eu me rembro de deixar onde havia o samba do Gabriel ao entardecer em direção à rua Garcia
Pires como que encerrando o fim de semana. Isso me gerava um sentimento de tristeza ou lamento, não sei ao certo, caminhando para depois virar em minha rua. O sentimento era de perda, de fim, de retorno à realidade e cinza e cruel. Exagero, não sei, mas foi assim. Talvez ainda me sinta assim.
Ao fim do dia sobretudo me faz pesar. Hoje, com a ajuda deusa garrafa de Malbec Argentino, creio ser a minha primeira, o sentimento volta, embora esteja alegre com a semana que entra. Fomos hoje ao shopping Downtown pelo primeira vez contigo. Logo ao lado fizemos os exames morfológicos em que pudemos ver tua face pela primeira vez. A minha cara 😊
Passeamos próximos ao chafariz, ao que eu e tua mãe fazíamos quando namorados, mas agora contigo. Não fosse o calor, teríamos aproveitado mais.
Você se divertiu vendo as crianças e agora está no quarto sendo ninado por tua mãe. Você já a chama mais frequentemente e a mim raramente.
Assistíamos até poucos minutos juntos um filme ambientado em Veneza, um local que vistamos eu e ela em 2017. Foi um sonho para mim estar no local de tantas aula na escola. Ah, Veneza! Ah, meu filhote que tanto amo é um dia espero levar lá.
Ontem fomos pela primeira vez a casa de tua tia-avó Marluce celebrar o aniversário de teu tio-avô Francisco, a quem muito prezo. Foi uma noite agradável em que voltamos do término devido ao teu horário de dormir. Eu e tua mãe tivemos muitas restrições na vida por razões financeiras, seja no acesso à bens quanto no tratamento como pessoa. Isso marca as pessoas e eu espero que você, não apenas não passe por isso, como trate as pessoas com dignidade sem distingui-las por questões financeiras. Hoje, tua mãe falou sobre que o avô dela foi pipoqueiro. Nunca esqueça, Lucas, de tuas raízes. Do meu lado, não foi nada muito diferente.
Eu te amo, meu Luquinhas!
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